4 Armadilhas da Mente que Podem lhe Aprisionar

Na vida, lutamos contra muitas coisas, mas de longe a pior luta é aquela que temos diariamente contra nós mesmos. Nos sabotamos, nós matamos nossos próprios sonhos em uma guerra que só há perdedor. O principal guerreiro aqui é o nosso cérebro, uma pena que está em posição inimiga. Suas armas são algumas artimanhas para impedir o desenvolvimento da excelência psíquica, afetiva, social e até mesmo profissional. Seus ataques são ciladas sorrateiras que atuam em nossa mente e se tornam bloqueadores de lucidez e autoconsciência.

Mas como fugir disso? Como entrar em missão de paz com sua mente?

Para começar a dar passos nessa direção é necessário fazer rigorosamente e diariamente uma série de pequenos exercícios mentais, pequenas mudanças na sua forma de pensar, que com o passar do tempo se tornarão grandes. Isso irá agir diretamente no funcionamento primitivo de sobrevivência, que escolhe por trilhar caminhos menos arriscados e ameaçadores, o que não significa, necessariamente, que estes nos excluem do sofrimento e da insatisfação. Por esse motivo a importância de trabalhar estes aspectos.
Estas armadilhas do seu cérebro, em grande parte, são estratégias inconscientes da nossa natureza e todos possuímos, mas é importante nos atentar, fazer reflexões para que não sejamos controlados por elas:

1- O conformismo

“O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento.” – John Kennedy

O conformismo caminha lado a lado daquilo que chamamos de estabilidade. Você se conforma porque sente medo de perder a suposta estabilidade, pensando ser isso, o mais importante.

Você permite que sua mente te encaminhe para pensamentos como: “Já está bom assim”, “E se eu arriscar e não conseguir?”, “Está ruim, mas pode ficar pior”.
O medo do futuro e das coisas ruins da vida, acabam por te limitar, no entanto, nada pode ser mais prejudicial para o seu futuro do que a falta de paixão pela vida.
Assim, muitas pessoas acabam vivendo seus dias dentro de circunstâncias infelizes, e não tomam iniciativa de mudar de situação, afinal, estão condicionadas a uma vida de segurança, conformidade, e conservação, as quais aparentemente dão paz de espírito.

“Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos.” – Joseph Campbell

2- O coitadismo

No fundo, acaba sendo um nível mais avançado do conformismo. No coitadismo você tem pena de você mesmo por estar na situação que está. Sua atenção está voltada a se lamentar e não no que pode fazer para mudar. “Isso não é para mim”, “nada do que faço dá certo”, “sou um derrotado mesmo”.
Algumas características básica: Estar convencido de que não é capaz / tentar convencer os outros que é impotente / fazer questão de comentar suas crenças irreais de impotências e limitações.

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“… que nada mais é do que nossa própria vontade do nada. Uma vez tendo dito sim ao instante, a afirmação é contagiosa. Ela explode numa cadeia de afirmações que não conhece limites. Dizer sim a um instante… é dizer sim a toda a existência.” – Waking Life

3- O medo de reconhecer erros

Será que nos permitimos esquecer da nossa humanidade? O erro faz parte dos seres humanos, você sendo um deles, jamais estará livre de errar, então, qual é o mal de reconhece-los? Quem se amedronta com esta realidade está fadado ao sofrimento, ao desgaste físico e psíquico. Temer reconhecer seus erros é abdicar de todo potencial que poderia ser descoberto após transcendê-los. Defeitos, fragilidades, estupidez e incoerência nos formam e nos transformam continuamente. “O que vão pensar de mim se falar a verdade?”, “E agora? o que eu vou falar?”, “Não posso dizer que o erro foi meu”.

“O maior erro na vida é o de ter sempre medo de errar.” – Elbert Hubbard

4- O medo de correr riscos

“Eu queria mas…”, “E se acontecer…”, “Não sei se sou capaz de suportar se der errado”. E assim começa o plano que será abandonado rapidamente.
É certo que o medo é importante, no entanto, se este passar do limite, te impedirá de concluir qualquer desejo. Na vida, existem muitas barreiras a serem ultrapassadas, use-as como objetivos, não somente para alcançar suas vontades, mas para o seu crescimento pessoal.
Se você se identificou com uma, ou várias destas ciladas, está na hora de botar a mão na massa: Questione-se quando estes sentimentos e pensamentos surgirem. Procure fazer perguntar duras e objetivas a si mesmo: Com base em quais experiências eu estou pensando desta maneira? O que eu posso fazer para fazer diferente desta vez e atingir os meus objetivos? O que é possível fazer para controlar os meus medos e inseguranças? Escreva de forma manuscrita e observe as referencias que sua mente irá buscar para responder as perguntas. [Psiconlinews]

“Minha qualidade soberana é o domínio de mim. Mas ninguém tem maior necessidade dela que eu; ladeio sempre o abismo.” — Friedrich Wilhelm Nietzsche, in Vontade de Potência

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Sobre o autor

Isadora Tabordes

Isadora Tabordes

Cofundadora e desenvolvedora do site Vida em Equilíbrio, estudante de Filosofia na Universidade Federal de Pelotas.

"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto, do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é...
E se soubessem quem é, o que saberiam? Fernando Pessoa