Quanto custa viver viajando?

Em um dia Índia, no outro Peru, no seguinte Uruguai e no mais longe que a imaginação permite, uma curtida ou um “eu animo” pra Europa.
Percebo que a sensação de ser quem não se é, ou viver algo que parece ilusório, é menos cansativo se ficarmos em frente ao computador. Ter a sensação de uma vida que não nos pertence é muito mais prazerosa no momento de uma conversa ou de um post, do que um período sem baladas ou uma programação feita num pacote de pão.

Mas eu ainda digo: “vou ser feliz e já volto” ou “por quê só comigo? “

“Amamos o desejo, não o desejado.” Friedrich Nietzsche.

Quanto?

Essa é a palavra que mais tenho lido desde que compartilho a sensação de poder olhar através da janela e ver um mundo mais limpo, mais colorido. Acho que li tantas vezes essa palavra que já perdi o significado dela.

Mas você é rico?

Não…assim como muitos, eu trabalho, tenho meus compromissos, despesas, prioridades, sonhos, tudo na respectiva ordem de interesse que a vida me impõe.

Quando foi a última vez que você viu o pôr do sol?

A última vez que você fechou os olhos, respirou fundo e escutou a natureza cantar no pé do teu ouvido? O teu sorriso mais sincero….. aquele que te causa faltar de ar. Aquele…

Sabe aquele que dá dor de barriga, que te faz chorar de alegria? Aquele abraço caloroso, aquele aperto de mão de alguém que você não conhece, mas que se acredita ser a tua companhia fiel numa pequena parte da tua vida. Aquela sensação de medo, de erro, de imprevisto, “o que fazer?”

Se tudo isso tem preço, eu agora te pergunto:

Quanto?

Luciano Noronha:  Eu, forasteiro de mim ( Ruta 3, sentido Patagônia Argentina )

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Sobre o autor

Luciano Noronha

Luciano Noronha

Um mochileiro, um sonhador, um forasteiro!
Dispenso a fala sobre diplomas, títulos ou outras derivações!
Exercito a fala da busca, da procura, do autoconhecimento.
Viajo pela América do Sul, agregando novas culturas, rompendo paradigmas e acrescentando um pouco de cada pessoa em mim.
Sou: Eu, forasteiro de mim