6 motivos para não seguir uma dieta muito restritiva

As pessoas começam um plano de dieta por uma infinidade de razões. Umas estão focadas em perder peso, outras querem cuidar de um problema de saúde e algumas simplesmente estão buscando viver uma vida mais saudável. Mas mudar a maneira de comer não é fácil. Algumas vezes, o comer mais saudável acaba em uma dieta muita restritiva, rígida e extrema, o que torna-se algo difícil de sustentar.

Uma armadilha comum é embarcar em uma tendência de dieta popular. Embora as dietas da moda possam oferecer resultados imediatos de perda de peso, elas raramente se ajustam à rotina e necessidades pessoaias e acabam sendo insustentáveis, ou deixam de se alinhar às metas de saúde de longo prazo.

Além disso, uma dieta muito rigorosa pode gerar danos tanto para a saúde física como emocional. Abaixo, listamos 6 motivos para não seguir uma dieta muito restritiva:

1. Transtorno alimentar

Pessoas engajadas em dietas radicais têm obsessão exagerada pelos alimentos e acabam correndo um risco maior de desenvolver algum tipo de transtorno alimentar. “Essas dietas pioram a relação com a comida e com corpo, pois além de poder desencadear episódios de compulsão ou exagero alimentar, reforçam a dicotomitização de alimentos entre permitidos e proibidos”, afirma a nutricionista Marcela Kotait.

2. Diminui o metabolismo 

A nutricionista Sophie Deram, que estuda os efeitos das dietas restritivas, é categórica em dizer que a privação leva à um estresse muito grande e até compulsão. “Seu cérebro não sabe que está tentando dietas restritivas para entrar num vestido, por exemplo, ou para ter coragem de colocar o biquíni no verão. Ele só entende essa restrição como uma agressão! E, com isso, aumenta o seu apetite, pede por mais comida, e traz mais fome”, explica ela em seu site.

“Só que como essa comida não vem, o corpo reage da forma mais primitiva possível: guardando energia para se proteger. Para isso, ele diminui o metabolismo e passa a gastar energia de forma bem lenta, bem econômica”, completa.

3. Pode gerar deficiências nutricionais 

Outro risco possível desse tipo de dieta é uma carência de nutrientes, pois ao cortar alguns alimentos as pessoas também cortam os nutrientes presentes na composição dos mesmos.

4. Possível sentimento de fracasso diante de um plano insustentável

Outro aspecto prejudicado é o mental. Acontece que a restrição acaba aumentando o desejo pelo alimento proibido, levando a exageros e posterior sentimento de culpa e fracasso. É um ciclo vicioso.

mulher sentada no sofá segurando uma fita métrica com as mãos na cabeça

Crédito: Antonio Guillem/istockSentimentos de culpa e fracasso são comuns em uma dieta restritiva

5. Efeito sanfona

Inúmeras pesquisas já provaram que 95% das pessoas que fazem dietas restritivas voltam a ganhar o peso perdido ou mais em poucos anos. É o chamado efeito sanfona.

6. Comer emocional

As dietas também fazem o cérebro ficar obcecado por comida, desencadeando o “comer emocional” para suprir algum sentimento. As pessoas passam a comer porque estão tristes, felizes, cansadas, ansiosas e acabam exagerando.

E como saber que um plano de dieta é muito restritivo?

Geralmente, o corpo dá os sinais. Dores de cabeça, dificuldade em se concentrar, fome em excesso, cansaço, ansiedade pode ser alguns deles. Além disso, é comum as pessoas sentirem medo de comer alimentos considerados ruins e têm a tendência de evitar eventos sociais.

Comer com prazer

Vivenciar as sensações prazerosas do comer, respeitando fome, saciedade e vontade é o jeito mais saudável de se relacionar com a comida. Dessa forma, é possível eliminar o sentimento de culpa e privação e entender que saúde e prazer podem andar juntos, sim.

Fonte: Catraca Livre

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