Uma relação abusiva não começa com agressão física!

O tapa, agressão física de fato, é o último estágio. Até chegar nele a vítima já foi humilhada e agredida de muitas outras maneiras.

Muitas pessoas se perguntam “por que fulana continua se sabe que ele não presta?”, “Deve gostar de apanhar para continuar com ele.” e por aí vão os mais diversos, e perversos, comentários…

O que ninguém sabe é que a pessoa que está em uma relação abusiva nem sempre percebe isso. Ou não imagina que vai evoluir para agressão física. Ou não tem condições (físicas, psicológicas, financeiras) para se libertar. Ou sente tanta vergonha de estar passando por isso que não consegue pedir ajuda. Ou cresceu em um ambiente semelhante e acha que é normal. Ou…Ou…Ou…

As possibilidades são infinitas…

 

Netflix tem uma série espanhola “La casa de papel” — excelente, diga-se de passagem  e que ficou conhecida por muitos outros motivos — mas aqui quero ressaltar um outro ponto de uma personagem muito importante, Raquel Murillo, que é inspetora de polícia e estava em uma relação abusiva que acabou em agressão física.

Em um momento de desabafo da personagem ela relata que uma vítima não se apaixona por um agressor, que a agressão física é o último estágio de um longo e sutil caminho de abusos e humilhações em

4 passos:

1º – No início, o marido pediu para trocar a foto nas redes sociais (e ela achava fofo),

2º – Depois pedia para trocar a roupa que “não estava adequada” (e ela considerava uma forma de proteção),

3º – Após isso alterações no tom de voz (que ela acreditava ser estresse do trabalho),

4º – Até que finalmente houve a primeira agressão (e ela não acreditava que se repetiria), quando percebeu já apanhava “com ou sem motivo”.

Na trama a personagem conseguiu pedir divórcio, mas sofreu até conseguir fazer uma queixa. Sofreu porque considerava uma humilhação, sendo ela policial, ser agredida pelo marido, também da corporação, não tinha coragem de tornar público.

Muitas mulheres são agredidas diariamente, nem sempre a agressão é física. Raquel que tinha conhecimento e condições para tomar providências hesitou, imaginem quem não tem nada disso, sofre calada ou acha que é normal?

Em 2005 foi criada uma central de atendimento 24h que recebe denúncias de violência contra a mulher (podem ser anônima). Se você está passando por isso, ou conhece alguém, peça ajuda. LIGUE 180.

 

 

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Sobre o autor

Deise Riboli

Deise Riboli

Oii, sou a Deise, gaúcha, 31 anos.
Formada em História pela Unisinos/RS, gosto muito de escrever e palestrar sobre assuntos de relacionamentos, desenvolvimento pessoal e espiritualidade.
Apaixonada por cães, gatos, viagens e experiências gastronômicas <3
Sou palestrante, social media e terapeuta holística no espaço Carpe Diem - Terapias Alternativas, onde atendo com radiestesia e radiônica - atendimentos presenciais ou à distância ;)