10 descobertas fascinantes feitas por mergulhadores

O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano. Mas o que seria o oceano se não infinitas gotas?

Isaac Newton

O oceano é quase como um planeta desconhecido para nós, que vivemos aqui na superfície terrestre. Por isso, não deve surpreender a ninguém as descobertas fascinantes que já foram feitas por mergulhadores. Confira:

10. Comportamento de alimentação de lesmas-do-mar

O mergulhador Emeric Benhalassa conseguiu fazer uma filmagem rara de uma criatura que mais parece uma bolha com pernas, o nudibrânquio Melibe viridis, em um local próximo à Bali, na Indonésia.

Enquanto os cientistas já sabiam da existência desse animal, não conheciam quase nada sobre seus hábitos alimentares. O vídeo de Benhalassa, no entanto, capturou a lesma-do-mar durante um inesperado almoço.

Esses animais podem variar em cor de verde à amarelo escuro, são do tamanho de uma mão humana e possuem corpos alongados com apêndices que parecem pernas, além de uma cabeça que lembra uma bexiga que se enche.

Com visão muito ruim, as lesmas-do-mar usam suas cabeças como uma “rede de pesca” para capturar comida no chão do oceano. Sensores ajudam os animais a detectar pequenas presas, como caranguejos, e a cabeça-bolha “prende” a vítima para ser engolida.

9. Uma água-viva do tamanho de um ser humano

A bióloga Lizzie Daly e o cinegrafista subaquático Dan Abbott também fizeram um registro raro, desta vez na costa de Cornwall, no Reino Unido.

As árvores tinham 10.000 anos de idade. No passado, cobriam milhares de acres de uma porção de terra continental que ligava a Europa à Grã-Bretanha, chamada de Doggerland.

Artefatos descobertos no local sugerem que a região era habitada por caçadores-coletores do período pré-histórico Mesolítico, e a floresta provavelmente oferecia diversas oportunidades de comida (tanto caça de animais quanto coleta de frutos e outros alimentos).

Hoje em dia, também é um oásis de alimentação, mas para a vida marinha.

6. Mergulhador salva um perigoso peixe-balão-espinhoso

O peixe que você no vídeo acima é um peixe-balão-espinhoso, frequentemente confundido com um baiacu. Isso porque eles têm diversas características em comum: seus corpos incham como um balão, eles possuem espinhos por todo o corpo e são capazes de soltar uma toxina muito perigosa, a tetrodotoxina, 1.200 vezes mais letal que cianeto.

Por todos os motivos listados acima, não é uma boa ideia tentar encostar em um peixe-balão-espinhoso. O resultado pode ser extremamente devastador. O YouTuber Kye Bolen não se deixou abalar, no entanto, quando encontrou uma dessas criaturas espetada por um anzol.

Ele tentou remover o gancho cuidadosamente. Os puxões fizeram a criatura inchar, embora não totalmente – talvez tenha entendido que estava sendo ajudado. Bolen conseguiu segurar sua cabeça e evitar os espinhos até liberá-lo de volta para o seu habitat natural. Um belo (e corajoso) gesto.

Embora tubarões-baleia costumem fugir ao sinal de menor toque, a fêmea permitiu que o homem a ajudasse por cerca de meia hora. Outro belo e corajoso exemplo de seres humanos sendo empáticos com a vida marinha.

3. Encontro intrigante com uma baleia-jubarte

Em 2018, a bióloga marinha Nan Hauser teve um encontro bizarro com uma baleia-jubarte nas Ilhas Cook, na costa da Nova Zelândia. Esses animais são conhecidos como gigantes gentis, e os 28 anos de experiência de Hauser pareciam confirmar isso.

Neste dia, no entanto, a baleia agiu curiosamente, de modo aparentemente agressivo, empurrando a bióloga e chegando a projetá-la para fora d’água. O animal não utilizou força brutal, mas a desvantagem do tamanho – estamos falando de uma baleia que pesa 22.700 quilos – tornou a interação potencialmente fatal para Hauser.

Mais tarde, de volta em seu barco, Hauser percebeu que a situação era mais complicada do que ela imaginava: nas proximidades dela e da baleia, havia um tubarão-tigre de 4,6 metros e uma segunda jubarte.

Esses animais já foram registrados salvando focas e filhotes de orcas, por exemplo. Caso tenha sido um incidente semelhante, essa foi a primeira vez que uma jubarte decidiu proteger um ser humano.

2. Rastreando um tubarão-albafar

O tubarão-albafar é uma criatura fascinante: podendo chegar a 8 metros, este gigante vive a grandes profundidades e é um ancião de dar inveja. A espécie possui nada menos do que 200 milhões de anos, tentando sobrevivido a diversos eventos de extinção, inclusive aquele que matou o maior tubarão que já existiu, o megalodonte.

Via Hypescience 

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