Não estamos sozinhos – Setembro amarelo

Somos todos componentes do universo, planetas, satélites, astros, mundos. Todos exercemos papéis específicos para nós mesmos e para os outros. Esses mudam de acordo com a perspectiva e o momento da vida, e todos são importantes, pois são parte do aprendizado de todos.

O que pensamos é parte do tecido da realidade. O que somos compõe a base que sustenta tudo. Somos o influxo que molda o que há, e também a chave para tudo o que virá.
Somos nós que mantemos a potência da vida, que fenece sempre que alguém se ausenta, pois carregamos a importância de sermos quem somos, habitando corações e mentes. Fluxo e refluxo do bom do bem e do possível.

Podemos esquecer da relevância da nossa existência, pois o barulho e o caos distraem a percepção, é normal, somos apenas humanos e é por isso que existem tantos de nós; tão diferentes e tão iguais, em tantos momentos da vida e da existência, e com perspectivas que nunca teremos acesso.

Todas as peças estão dispostas, espalhadas por aí, todos temos o que alguém precisa, e há sempre alguém que tem de sobra o que é necessário para nós. Somos todos necessários. Somos todos importantes. Somos todos uns dos outros. Somos todos vida.

Não estamos sozinhos, sempre tem alguém disposto a ajudar…

P.S.: Podemos nos sentir sozinhos, mas ser só não é algo que caiba na condição humana. Somos seres sociais, dependentes uns dos outros, de estruturas criadas e sustentadas de forma coletiva. Somos todos amarrados por laços que não se podem ver, mas que podemos sentir.

O tecido da realidade é feito pelo fio vermelho do destino de cada um de nós, entrelaçados formando a trama que compõe tudo. Somos todos valiosos e temos lugar reservado em vários corações espalhados pelo mundo. Há sempre vaga.

É possível pensar que não temos ninguém, mas posso afirmar que há sempre alguém, a resposta está na busca.

A construção do “eu” passa pela compreensão dos valores e dos papéis de cada parte que compõe o que somos.

Primeiro o equilíbrio; dentro dessa temática, entre o que é seu e o que é do seu meio. Equilibrar entre o somos para nós e o que somos para os outros. Alguém que se vê só, não está equilibrado na parte do ser para os outros; ao passo que alguém que não sabe ser para si e só consegue afirmar-se por meio dos outros, está desequilibrado no aspecto do ser para si. Equilibrar as diversas vertentes da nossa existência é um processo difícil, mas é o aspecto mais instigante da jornada em direção à sabedoria.

Somos todos partes da vida e da história uns dos outros, os laços são os mais diversos, não existem fórmulas ou moldes, mas é fato que estamos todos atados de alguma maneira, uns mais próximos, outros mais distantes, mas todos ligados pelo fio que tece tudo. É por isso que estamos aqui e somos muito valiosos.

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Sobre o autor

Milton Lavor

Milton Lavor

Acredito na força das ideias como forma de mudar o mundo. Estudante de Engenharia elétrica para potencializar as contribuições ao todo. Escritor, desenhista e pintor como resultado do que transborda. Servidor público como profissão e filosofia como paixão. Alguns detalhes escapam por falta de espaço.