Esponjas emocionais: as pessoas que sentem tudo de forma muito intensa

Há pessoas que são altamente sensíveis por natureza, e outras que, em determinadas circunstâncias, se tornam extremamente perceptivas e vulneráveis. Nos dois casos, há um efeito que as leva a se comportar como “esponjas emocionais”, isto é, como agentes que absorvem facilmente as emoções do ambiente.

Embora esse estado das “esponjas emocionais” lhes dê uma certa vantagem sobre as outras pessoas, dada a sua alta capacidade de percepção, também é um fator que as leva a ficar emocionalmente sobrecarregadas. Portanto, não é incomum que acabem sendo vítimas de extrema tensão e estresse constante, o que é muito difícil de mudar.

As pessoas “esponjas emocionais” acabam sobrecarregadas com muita facilidade. O que é uma virtude facilmente se torna um fardo. Infelizmente, também é comum que outras pessoas as transformem em receptoras da sua própria sobrecarga, dada a sua empatia e receptividade.

Pesquisas comparando crianças do ensino fundamental de Xangai com as do Canadá descobriram que as crianças mais sensíveis e tranquilas da China estavam entre as mais respeitadas por seus colegas. No Canadá, eram as menos respeitadas”.
– Elaine Aron –

As pessoas “esponjas emocionais”

Pessoas que são “esponjas emocionais” têm algumas características que permitem identificá-las. Em geral, elas têm uma grande receptividade à condição emocional individual de outras pessoas, e também à atmosfera subjetiva dos grupos.

As principais características dessas pessoas são as seguintes:

São muito intuitivas. Não precisam que ninguém lhes diga como se sentem para perceberem se estão certas ou erradas. Elas captam tudo com facilidade.

Essas pessoas têm empatia em excesso. Não apenas são capazes de se colocar no lugar do outro, mas fazem isso de maneira extrema. Em outras palavras, chegam a sentir as emoções dos outros como se fossem suas.

Elas se sentem responsáveis ​​pelo bem-estar das pessoas. Acreditam que devem ajudar os outros quando eles se sentem mal. Ficam aborrecidas consigo mesmas se não o fazem.

Buscam soluções para os problemas alheios. A sua empatia excessiva e a apropriação da dor alheia as levam a investir boa parte de seu tempo refletindo sobre como resolver problemas dos que a cercam.

Elas são dominadas pelas emoções dos outros. Para as pessoas “esponjas emocionais”, é muito difícil não se envolver quando conhecem o sofrimento de outra pessoa. Literalmente, assumem essas emoções negativas como se fossem suas.

Atraem pessoas tóxicas. Estão sempre cercadas por pessoas cheias de problemas ou que buscam explorar o outro emocionalmente.

Priorizam os outros. Essas pessoas agem como se houvesse um mandato que as levasse a menosprezar o seu próprio bem-estar em função do bem-estar dos demais.

Um peso muito alto

As pessoas “esponjas emocionais” acabam se prejudicando pela sua sensibilidade excessiva, empatia e solidariedade. Na maioria das vezes, desde muito crianças, elas se acostumaram a carregar os problemas dos outros, até dos seus próprios pais. Elas entendem e ajudam simplesmente porque têm a facilidade e a vontade de fazê-lo.

O problema é que, sem perceber, essas pessoas tão sensíveis acabam se esquecendo de si mesmas. Na maioria das vezes, são motivadas pelos desejos egoístas de pessoas que podem até mesmo usá-las ou procurá-las apenas quando precisam da sua ajuda.

Dessa maneira, a extrema sensibilidade e enorme empatia as levam a adotar o papel de eternos “reguladores emocionais”. O custo pode ser muito alto, porque pode chegar um momento em que elas se tornam invisíveis para si mesmas, tornando-se potenciais vítimas de abusos emocionais.

A “absorção” da neurose
Uma pessoa emocionalmente sensível pode confundir a sua própria identidade, precisamente por causa da grande influência que os outros exercem sobre as suas emoções. Um exemplo pode ilustrar a questão: uma mãe diz ao seu filho que ele é insensível porque não telefona com frequência.

No entanto, se a situação for examinada em detalhes, as coisas podem ser exatamente opostas à maneira como a mãe as coloca. Talvez ela seja insensível com seu filho, culpando-o por suas próprias limitações. Esse tipo de comportamento corresponde a um mecanismo de defesa chamado de “identificação projetiva”.

Em primeiro lugar, o que uma pessoa “esponja emocional” pode fazer é se conscientizar de como está exposta a ser vítima de comportamentos tóxicos. Então, é necessário aprender a administrar o sentimento de culpa, digerindo-o e impedindo que ele governe as suas ações.

A solução também envolve aprender a valorizar os seus próprios sentimentos, estabelecendo limites para os outros quando for necessário.

 

Fonte: A Mente é maravilhosa

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